Em comemoração ao Dia do Defensor Público, a ADPERJ, realizou no dia 19 de maio, na parte da manhã, em sua sede, um culto inter-religioso, com representantes das religiões: judaica, católica, muçulmana, evangélica, espírita e messiânica. Realizaram o culto a Defensora Pública Helenice Moretti Silva Romano, representante da 1ª Igreja Batista de Niterói; o Sr. Haidar Abu Palit, representante da Sociedade Beneficiente Muçulmana; o Padre Josafá Carlos de Siqueira, Vice-Reitor da PUC; o Sr. Dante Cupollilo Simões, ministro da Igreja Messiânica Mundial do Brasil; o Rabino Sergio Margulies, membro da Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro e a Sra. Ateneia da Costa Pereira, representante da Federação Espírita Brasileira.
As autoridades eclesiásticas presentes enfatizaram a importância do papel do Defensor Público dando destaque a trechos de textos religiosos de cada crença. Em seguida foi oferecido aos presentes um café da manhã.
Agradecemos a todos que participaram, em especial a colega Helenice Moretti que gentilmente aceitou o convite formulado pela ADPERJ para realização do culto.
Durante todo o dia, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro promoveu o evento “Cidadania, Eu Defendo – A Defensoria Pública na Central do Brasil”, uma ação social com o objetivo de prestar orientação jurídica e atendimento especializado nas áreas do consumidor, defesa da mulher, direitos humanos, criança e adolescente, criminal e idoso. Cerca de 100 pessoas, entre Defensores Públicos, estagiários e servidores de apoio trabalharam no evento, que levou uma multidão à Central do Brasil em busca de atendimento.
Na oportunidade, a Defensoria Pública do Estado realizou o lançamento oficial da Campanha “Cidadão tem Nome e Sobrenome”, que adotará como tema de trabalho para os próximos meses a defesa da erradicação do sub-registro civil de nascimento e ampliação do acesso à documentação básica.
Segundo o Defensor Público-Geral, José Raimundo Batista Moreira, um dos focos de atuação da Defensoria Pública do Estado do Rio é possibilitar o acesso da população de baixa renda ao registro civil de nascimento. Destacou ainda que no Rio de Janeiro ainda há um alto índice de sub-registro civil, principalmente nos municípios mais carentes. "Belford Roxo, na Baixada Fluminense, é um dos municípios mais carentes que a gente tem. Estamos fazendo mutirões nos finais de semana, mas, mesmo assim, a demanda tem sido grande, acredito que 20% da população mais carente de lá não tem um registro civil", salientou.
Para ele, o defensor público é um agente político do Estado com a função de ajudar a promover a transformação social. "Ele tem um papel de democratizar o acesso à Justiça. O cidadão brasileiro tem que ser registrado e ter documentação básica para exercer a sua cidadania", reforçou.
O governador em exercício, Luiz Fernando Pezão, impressionou-se com o índice de pessoas sem identificação. “É muito triste chegarmos ao ano de 2008 e ainda vermos esta quantidade de pessoas sem certidão de nascimento. Isso mostra o quanto temos que trabalhar neste país e nos dá força para fazer ainda mais. Temos que estar cada vez mais presentes nas comunidades prestando este serviço, levando cidadania às pessoas”.
Estiveram presentes à solenidade, entre outras autoridades, a presidente da ADPERJ, Sara Quimas, o presidente da APERJ, Leonardo Espínola, o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner, a secretária de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, o representante da Defensoria Pública da União, Clóvis Pinheiro, o presidente da SuperVia, Amin Murad, a assessora da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Leilah Leonardo, o deputado estadual, Mário Marques, o deputado federal Alexandre Santos, o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Rio de Janeiro, Alceu José dos Santos.



